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Eu gosto de acordar de manhã, abrir a porta da cozinha e ver aqueles olhinhos doces e a carinha meio amassada de sono olhando para mim. Pergunto se dormiu bem (é, eu falo com cachorros, gatos, papagaios, plantas e sozinha também), faço um cafuné de bom dia e cubro se estiver muito frio.

São 13 anos de muito amor, carinho, troca e cuidado de lá para cá e daqui para lá. Não sei bem quem cuida de quem, mas é comum eu me sentir como aqueles garotos de pé no chão, garotos da infância do meu pai, que andavam por aí, sem medo, aprontando todas e com o cachorro no encalço. Amizade sincera, puro amor e companheirismo. Três passos meus e três dela, se vou, ela vai e se venho, mesmo que se distraia por alguns momentos, lá vem ela rapidinho até me alcançar.

Uma simbiose por afinidade… Amar os animais não é apenas tê-los em casa, alimentá-los e dar um canto para dormir. Quando se decide ter um amigo de quatro patas, asas ou qualquer outro tipo tem que se ter consciência de que amor é tudo. Comida e proteção é obrigação, afinal, esse animal, por natureza, poderia estar vivendo por aí e se virando. Se você limitou suas possibilidades, porque ele está sob seu teto, é você quem tem que mantê-lo saudável em todos os sentidos.

Aí, entra o amor, o cuidado. Quem não entende muito bem o que isso significa, critica quem dedica tanto carinho aos animais. Eu diria que exageros sempre são prejudiciais para ambas as partes e que carinho é energia que você doa e recebe, a qualquer momento ou situação, para animais ou pessoas; acho que é mais uma escolha de vida.

Já ouvi gente dizendo que é besteira investir na saúde dos pequenos, com tanta criança precisando de socorro por aí. E aí penso… pera lá pessoa, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ninguém tem que deixar de socorrer e se preocupar com os animais, porque existem crianças necessitadas e nem as crianças deixarão de ter ajuda, porque tem alguém se preocupando com os animais. Na verdade, acredito que cada um tem sua missão nessa vida e temos que nos preocupar com ambos. Tem gente que vai dedicar a vida às crianças, gente que vai dedicar-se aos animais, aos idosos, aos sem teto… Todas são causas importantes, porque fazemos parte da mesma criação, estamos inseridos na mesma natureza.

Quem acha que bicho não sofre, não sente dor, tristeza ou alegria precisa rever seus próprios conceitos. E para quem é muito cético nesse quesito, aí vai uma informação muito interessante, que confesso, não tenho mais acesso ao link original, mas o conteúdo é muito legal. Um médico neurologista, cientista americano, provou que um cão pode chegar ao mesmo estágio emocional e de aprendizado de uma criança de até 2 anos, ou seja, eles reagem, sentem e aprendem como nós, mas com uma limitação que os leva até um certo limite. Segundo ele, a intenção é fazer as pessoas compreenderem que os animais merecem respeito e cuidado, porque são parte da natureza como nós e podem ser considerados “pessoinhas limitadas”, ou no que prefiro acreditar, criaturinhas em evolução. O médico, cientista americano, pretende seguir em frente fazendo testes com outros animais e assim, mudar a convivência e a relação dos humanos com o restante da criação.

Genteeee, somos parte de um todo e não uma criação a parte. Vamos distribuir respeito, amor, carinho e atenção para todos os lados, que acertemos em quem for, pequenos ou grandes, gente ou bicho, que anda ou que voa, nada disso importa, o que importa mesmo é a troca boa, positiva e construtiva de uma relação em equilíbrio com o mundo.

Esse pequeno pacotinho de pelo que cuida da minha pessoa chegou aos 13 anos; na verdade, uma experiência nova para mim, já que, antes dela, sempre aconteceu alguma coisa que levou, para o meu coração, meus amores, antes do tempo.

Descobri que na vida de um cachorro existem várias versões dele mesmo, como acontece conosco… exatamente igual. A criança, o adolescente, o adulto e o idoso. É a minha primeira vivência com a velhice canina e olha, é uma das coisas mais doces que já vivi. Ela dorme muito e já está com a audição limitada e mesmo assim, não deixa passar nada. Se tropeço em uma cadeira (e faço isso muitas vezes…rs) e ela está dormindo, acorda, levanta e vem até mim, só falta falar “tá tudo bem com você? Ouvi um barulho e vim ver se está tudo bem!”.

A simbiose é o resultado da convivência e da observação, para cuidar bem você tem que conhecer bem, e sei o que ela quer só pelo olhar, pelo jeito de se comportar ou até pela maneira de não fazer nada; plantada no meio da sala, olhando para mim com as orelhas baixas: “tô precisando de alguma coisa”ou levantadas: “vamos brincar ou passear?”.

Como ela não me ouve mais, ao menos não o tom normal da voz, me comunico com gestos e toques e ela compreende tudo, do jeitinho dela. Fico pensando que a versão mais companheira e simbiótica só é possível na velhice mesmo, e que não é tão justo que acabe em tão pouco tempo, mas também contenho meus desejos. Não quero ela até os 17, como acontece com alguns cães, se não for para ter qualidade de vida, me sinto egoísta. Prefiro o meu sofrimento ao dela.

E ela tá aqui do meu lado, roncando…hahaha. Dormindo “sussa”, mas se eu me mexer, desperta. Bagunceira por natureza, a natureza de todo Fox Paulistinha… adoroooo! Carinhosa, protetora, esperta, rápida (agora bem menos…rsrs), brava… eita, que já colocou muito pedreiro folgado para correr…hahaha.Diversão à parte gente, adorooo quando alguém não a respeita, porque acha que tamanho não é documento e ela coloca o cidadão no lugar dele. Nunca mordeu ninguém, juro, mas que já deu uns rapa pé e fez cidadão folgado dançar miudinho… fez…hahaha. E aí digo: “viu!!! Quem mandou não levar a sério o espaço dela? Eu avisei!”RS. E é isso que mais curto nela. Sempre se impôs com classe, nunca mordeu… um doce de coco com brigadeiro, mas com personalidade. Puxou a mãe? Hehehe humilde!

Sobrancelhas brancas de sabedoria e as pelanquinhas de pescoço mais gostosas do planeta, adoraaaaa um cafuné no “pecoço” rsrsr. Amo muito tudo isso e hoje escrevi sobre minha pequena bola de pelo doce e carinhosa, porque é muito amor e eu precisava compartilhar essa coisa boa com mais gente, gente que também ama os animais e respeita a natureza.

E para você que me acha meio sem noção ou pouco consistente, porque valorizo e respeito os animais e a natureza, vai uma coisinha para pensar:

Amor é tudo. Se você ama de verdade, ama você mesmo e os outros, ama os animais e as plantas. Amor é respeito, quem ama não machuca, não mata, não estraga. Quem ama protege, cultiva e acolhe. Amor é universal, portanto, não tem limites. Não se conta amor nos dedos e muito menos o quanto se dá dele para o mundo. Amor egoísta não é amor, é aprendizado… válido, mas limitante. Você ama?

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Beijos, beijos e beijos!

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