05
mar
2015

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imagem: obutecodanet/pelo fotógrafo russo Andrey Pavlov

O verão foi de pelar o coco e sem nenhuma empolgação por parte de São Pedro. De tempos em tempos, passamos pelo aperto da estiagem. Nosso país é um grande baú de riquezas naturais e talvez por isso estejamos tão mal acostumados. Mesmo com toda a movimentação mundial em prol da preservação e sustentabilidade, o brasileiro pensa seriamente no assunto apenas quando a água bate onde não deve, ou melhor… nem chega lá, porque é necessário que a situação esteja no limite para que a economia dos recursos naturais realmente seja levada a sério.

Inteligente seria aproveitarmos a mudança forçada de hábitos e aprender a economizar em prol da natureza e de nosso próprio futuro. Porém, longe de uma atitude coletiva, a grande maioria pensa apenas em suas próprias necessidades, e voltar aos velhos hábitos é só uma questão de oportunidade. Basta que a TV deixe de alardear a falta de água nos reservatórios que o desperdício retoma seu lugar.

Apesar de uma situação geral pouco positiva, prefiro não trilhar o caminho do negativismo preguiçoso,recuso-me a usar a atitude da maioria como parâmetro para as minhas próprias escolhas, ou seja, mesmo que a grande porcentagem siga o caminho errado, não quero entrar na mesma fila apenas porque ela está maior. Fazer a minha parte é a única maneira de realmente mudar as coisas. Um dia, um amigo me disse que não fazia muito pelos necessitados porque achava que ajudar meia dúzia de pessoas não consertaria o mundo. Eu não quis levar a conversa adiante, mas o eco dessa opinião doe no meu ouvido até hoje.

Talvez, pensar em consertar o mundo não seja tão pretensioso se a intenção parte de um grande líder influente. E mesmo que ele tenha a capacidade de mobilizar uma enorme multidão, provavelmente obteria resultados em um determinado país ou região. Ou seja, mudar o mundo pode ser um passo gigantesco até para quem é grande, o que dirá tratando-se de nós cidadãos comuns.

O que quero dizer é que não importa quantas pessoas você ajuda ou quantos litros de água você economiza em comparação ao resto do planeta. Fazer a sua parte é o que importa, mesmo sendo trabalho de formiguinha, a consciência coletiva começa individualmente, e se você e eu fizermos a nossa parte ela se multiplicará pelo exemplo.

Imagine uma criança que frequenta uma escola que ensina exclusivamente sobre cidadania e todos os assuntos pertinentes à boa convivência, respeito no trânsito, ecologia, sustentabilidade, higiene pessoal e tantos outros temas que podem mudar a qualidade de vida das pessoas. Imagine apenas 10 vagas, apenas 10 crianças tendo acesso a esse conjunto de informações, então você pensa: 10 crianças é muito pouco e não faria diferença nenhuma na melhoria do mundo.

Agora imagine que essas dez crianças levaram para suas casas todo o conhecimento adquirido e dividiram com seus pais, irmãos, amigos e primos. Vamos fazer uma contagem baixa para não exagerar. Se cada um dividir uma porcentagem do que aprendeu com sua família (vamos considerar uma família de quatro pessoas) terá multiplicado por 40 os beneficiados. Agora pense que cada uma dessas crianças cresceu e durante suas vidas continuaram distribuindo, através de pontos de vista, comportamentos e opiniões, tudo o que aprenderam, e nem vamos computar isso. Vamos seguir mais adiante e imaginar que cada uma delas casou-se e formou uma família (também de quatro pessoas) teremos mais 40 pessoas positivamente influenciadas que continuarão a deixar como herança exemplos positivos a serem seguidos. E essa foi uma contagem baixa, pois famílias bem estruturadas transferem por gerações bons exemplos de conduta.

Misturei dois assuntos aparentemente dispares para exemplificar o que realmente é importante: escolha. Escolha fazer a sua parte sem se preocupar se o vizinho está tomando o mesmo rumo. Deixar de fazer algo positivo porque você se sente um(a) lutador(a) solitário(a) é apenas uma falsa justificativa para manter-se inerte.

Ajudar pessoas, economizar água, separar o lixo reciclável, utilizar de educação no trânsito, economizar energia elétrica são atitudes que você escolhe ter e que, independente do resto do mundo, fará diferença sim. Você tem uma vida inteira para ser exemplo e influenciar pessoas próximas, portanto, faça a sua parte por você em primeiro lugar, porque é no que você acredita e de grão em grão, sem nem ter clara consciência disso, você estará multiplicando atitudes ao infinito. Hoje, vamos cuidar da água que já falta para muita gente. Amanhã, vamos cuidar da água por escolha individual.

Comecei a postagem de hoje pensando em dar dicas de economia de água para o dia a dia e acabei escrevendo o que penso sobre o assunto. Acho que segui o caminho do coração. Prometo que as dicas virão logo mais! Mas, para incentivar e mostrar que o nosso Brasil não é feito só de gente individualista,  dá uma olhadinha na iniciativa da Lilian Keli Lima.

Dê a sua opinião. Tem alguma sugestão de como influenciar, de forma positiva e pacífica o vizinho que lava a calçada com a mangueira sem a menor dor na consciência? Conte pra gente!
Poste nos comentários, quero saber sua opinião! Grande beijo e obrigada pelo seu tempo!

E para facilitar, a lista de postagens sobre o assunto!

01- Escolha fazer a sua parte – Economia de água (você está aqui)
02- 21 Dicas de economia de água no seu dia a dia – Banheiro
03- 14 Dicas de economia de água no seu dia a dia – Cozinha
04- 06 Dicas de economia de água no seu dia a dia – Lavanderia
05- 09 Dicas de economia de água no seu dia a dia – Quintal e Jardim

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